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Aurélio Agostinho

Aurélio Agostinho – Filósofo latino 354 – 430

 

Seu nome em latim era Aurelius Augustinus, mas por suas virtudes tornou-se conhecido como Santo Agostinho. É um dos escritores cristãos mais lidos e comentados pelos filósofos da atualidade. Agostinho foi bispo, escritor, teólogo, filósofo e Doutor da Igreja Católica.

Nasceu a 13 de novembro de 354, em Tagaste, província de Souk Ahras, na época uma província romana do norte da África, na atual Argélia. Morreu em Hipona, a 28 de agosto de 430.

Filho de pai pagão, chamado Patrício e mãe cristã, Mônica. Foi educado no norte da África e resistiu aos ensinamentos de sua mãe para se tornar cristão.

Agostinho era de ascendência berbere. Com onze anos de idade foi enviado para a escola em Madaura, uma pequena cidade da Numídia. Lá ele tornou-se familiarizado com a literatura latina, bem como práticas e crenças do paganismo. Leu o diálogo Hortensius de Cícero (hoje perdido), que deixou uma impressão duradoura sobre ele e despertou-lhe o interesse pela filosofia. Por vários anos Agostinho foi um seguidor do maniqueísmo.

Com dezessete anos, graças à generosidade de um concidadão, chamado Romaniano, o pai de Agostinho pode enviá-lo para Cartago para continuar sua educação na retórica. Vivendo como um pagão intelectual, ele tomou uma concubina; em tenra idade ele desenvolveu uma relação estável com uma jovem em Cartago, com a qual teve um filho, chamado Adeodato.

Durante os anos 373 e 374, Agostinho ensinou gramática em Tagaste. No ano seguinte, mudou-se para Cartago a fim de ocupar o cargo de professor da cadeira municipal de retórica, onde permanecerá durante os próximos nove anos.

Desiludido pelo comportamento indisciplinado dos alunos em Cartago, em 383, mudou-se para estabelecer uma escola em Roma, onde ele acreditava que os melhores e mais brilhantes retóricos ensinaram. No entanto, Agostinho ficou desapontado com as escolas romanas, que ele encontrou apáticas. Quando chegou o momento em que seus alunos deveriam pagar os seus honorários, eles simplesmente fugiram.

Amigos maniqueístas apresentaram-lhe o prefeito da cidade de Roma, Symmachus, que tinha sido solicitado a fornecer um professor de retórica imperial para o tribunal provincial em Milão. Agostinho ganhou o emprego e ocupou o cargo no final de 384.

Enquanto ele estava em Milão, Agostinho mudou de vida. Quando ainda em Cartago começou a abandonar o maniqueísmo, em parte devido a um decepcionante encontro com um chefe expoente da teologia maniqueísta, Fausto.

Em Roma, ele relata ter se afastado completamente do maniqueísmo, e abraçado o movimento cético da Academia Neoplatônica. Sua mãe insistia para que ele se tornasse cristão, e os próprios estudos sobre o neoplatonismo também foram levando Agostinho neste sentido. No entanto, foi a oratória do bispo de Milão, Ambrósio, que teve mais influência sobre a conversão de Agostinho.

No verão de 386, após ter lido um relato da vida de Antônio do Deserto, de Atanásio de Alexandria, que muito lhe inspirou, Agostinho sofreu uma profunda crise pessoal. Decidiu se converter ao cristianismo católico, abandonar a sua carreira na retórica, encerrar sua posição no ensino em Milão, desistir de qualquer ideia de casamento, e dedicar-se inteiramente a servir a Deus e às práticas do sacerdócio.

A chave para esta transformação foi à voz de uma criança invisível, que ele ouviu enquanto estava em seu jardim em Milão, que cantava repetidamente, Tolle, legetolle, lege (“toma e lê"; "toma e ler"). Ele tomou o texto da epístola de Paulo aos romanos, e abriu ao acaso em 13:13-14, onde lê-se: "Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites".

Ele narra em detalhes sua jornada espiritual em sua famosa Confissões, que se tornou um clássico tanto da teologia cristã quanto da literatura mundial. Ambrósio batizou Agostinho, juntamente com seu filho Adeodato, na vigília da Páscoa, em 387, em Milão, e logo depois, em 388, ele retornou à África. Em seu caminho de volta à África sua mãe morreu, e logo após também seu filho, deixando-o sozinho, sem família.

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona

 

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