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A esperança

A esperança

 

Meu nome é Esperança.

Eu sorrio à tua entrada na vida; sigo-te passo a passo e não te deixo senão nos mundos onde para ti se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos teu ouvidos.

Sou tua fiel amiga.

Não afastes minhas inspirações. Eu sou a Esperança.

Sou eu que canto através do rouxinol e que solto aos ecos das florestas essas notas lamentosas e cadenciadas que te fazem sonhar com o Céu...

Sou eu que inspiro à andorinha o desejo de aquecer os seus amores sob o abrigo de suas moradas.

Sou eu que brinco na brisa ligeira que acaricia os teus cabelos; que espalho aos teus pés o suave perfume das flores dos teus canteiros, e quase não pensas nesta amiga tão devotada!

Não me afastes: sou a Esperança!

Tomo todas as formas para me aproximar de ti: Sou a estrela que brilha no azul; o quente raio de sol que te vivifica; embalo as tuas noites com sonhos ridentes; expulso para longe as negras preocupações e os pensamentos sombrios; guio teus passos para o caminho da virtude; acompanho-te nas visitas aos pobres, aos aflitos, aos moribundos, e te inspiro palavras afetuosas e consoladoras.

Não me afugentes. Eu sou a Esperança.

Sou eu que, no inverno, faço crescer na casca dos carvalhos o musgo espesso com que os passarinhos fazem seus ninhos; sou eu que, na primavera, coroo a macieira e o pessegueiro de flores rosas e brancas e as espalho sobre a terra como um tapete celeste, que faz aspirar a mundos felizes.

Estou contigo principalmente quando és pobre e sofredor, e minha voz ressoa incessantemente aos teus ouvidos. Não me afastes, eu sou a Esperança.

Não me afugentes, porque o anjo do desespero me faz uma guerra feroz e se esgota em vãos esforços para junto de ti tomar o meu lugar. Nem sempre sou a mais forte, e quando ele consegue me afastar, te envolve com suas asas sinistras; desvia os teus pensamentos de Deus e te conduz ao suicídio. Une-te a mim para afastar sua trágica influência, e deixa-te embalar docemente em meus braços, porque eu sou a Esperança.[1]

 

A esperança não será a prova de um sentido oculto da Existência, uma coisa que merece que se lute por ela? Ernesto Sabato



[1] Revista Espírita, fevereiro de 1862 - Ensinos e dissertações espíritas - A esperança.



esperança não será a prova de um sentido oculto da Existência, uma coisa que merece que se lute por elaErnesto Sabato
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